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As palavras são para ser usadas
na construção da cidade, plena de arabescos
e cúpulas, terraços sobre a ria
o mar ao longe espreitando o horizonte
de barcos e velas de navios.
Olhão litoral das ilhas oculto pelas marismas
reserva de memória e ponto de partida
para outras cidades onde tantas vezes
me perdi em delírios de imaginação.
Este é um tempo de desconstrução
estranhos sortilégios ocultam o presente.
Temos o que não queremos
e queremos o que não temos.
O passado e o futuro não existem.
António José Ventura
“Épica Menor “
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