Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia. Carl Sagan
Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar. Padre António Vieira
Temo o homem de um só livro. São Tomás de Aquino
A melhor prova de que a navegação no tempo não é possível é o facto de ainda não termos sido invadidos por massas de turistas vindos do futuro. Stephen Hawking
As pessoas, de início, não seguem causas dignas. Seguem líderes dignos que promovem causas dignas. James Clerk Maxwell
A despeito dos avisos e da urgência posta nas palavras, o
fórum de 2009 produziu fracos resultados. Para Fernando Campos, vice-presidente
da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), “desde o fórum do
México (2006) até este, a evolução foi muito pouco significativa, grande parte
das conclusões acabam por não ter qualquer consequência.” Num tom ainda mais
cáustico, F. Campos acrescenta que as metas para o desenvolvimento traçadas
pela ONU para 2015 (mais conhecidas por “Objectivos do Milénio”),
“estão vergonhosamente por cumprir.”
Outros observadores, chegam mesmo a pôr em causa a “bondade”
destas iniciativas, pois que na realidade o que está a acontecer é a disputa
por um negócio colossal que envolve biliões de euros. Segundo estes, o que está
verdadeiramente em causa é o problema de se saber até que ponto a gestão da
água pode ser confiada exclusivamente a entidades privadas. Ora, esperava-se
que a resposta viesse do “Pacto de Istambul sobre a Água”, em que os países
deveriam reconhecer juridicamente o acesso à água como um direito humano
fundamental, na linha do que já se havia delineado na Carta de
Saragoça,subscrita em 2008. Mas esse esclarecimento não foi feito,
pelo contrário, à parte algumas recomendações muito vagas e consensuais, o que
parece ter saído reforçada foi a vertente comercial de um bem único e
insubstituível.
Realizada em Istambul, a quinta edição do Fórum Mundial da Água teve metas
nobres, mas não foi isenta de críticas: Entre as mais contundentes estão
aquelas que acusam os organizadores de servir apenas interesses privados e não
tanto o interesse das populações. A América Latina é uma das regiões do globo em que este problema é já real.