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11 de Junho de 2026
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Tristes tempos os nossos, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.
Albert Einstein

 
O tempo para ler, assim como o tempo para amar, aumenta o tempo de viver.
Daniel Pennac

 
O livro é um animal vivo
Aristóteles

 
A honestidade foi e será sempre a arma decididamente mais forte para todas as lutas da humanidade que vive e progride.
Enrico Fermi

 
O que não consigo criar não consigo compreender.
Richard P. Feynman

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Poema do mês


Poema da Quinzena PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Manhã

Na manhã recta e branca do terraço
Em vão busquei meu pranto e minha sombra

O perfume do orégão habita rente ao muro
Conivente da seda e da serpente

No meio-dia da praia o sol dá-me
Pupilas de água mãos de areia pura

A luz me liga ao mar como a meu rosto
Nem a linha das águas me divide

Mergulho até meu coração de gruta
Rouco de silêncio e roxa treva

O promontório sagra a claridade
A luz deserta e limpa me reúne

Sophia de Mello Breyner Andresen

 
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ROSA

Nos silenciosos vales do norte
nascem as inesperadas rosas do amor,
com as suas pétalas mágicas,
e às vezes,
ternos espinhos no coração de um homem,
na sua eterna solidão.
São rosas do sol e das chuvas,
iluminando a noite desse homem,
a sua respiração,
as suas mãos que estremecem à volta da
flor.
E elas vão e vêm, caladas,
repartindo a ternura e a cor,
a oculta ternura,
a discreta cor no coração do homem,
na sua eterna solidão. 

José Agostinho Baptista

 
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TARDE NO MAR

 

A tarde é de oiro rútilo: esbraseia
O horizonte: um cacto purpurino.
E a vaga esbelta que palpita e ondeia,
Com uma frágil graça de menino,

Poisa o manto de arminho na areia
E lá vai, e lá segue o seu destino!
E o sol, nas casas brancas que incendeia,
Desenha mãos sangrentas de assassino!

Que linda tarde aberta sobre o mar!
Vai deitando do céu molhos de rosas
Que Apolo se entretem a desfolhar...

E, sobre mim, em gestos palpitantes,
As tuas mãos morenas, milagrosas,
São as asas do sol, agonizantes...

                                                               
Florbela Espanca

 
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ESCRITA DO POEMA

  A mão traça no branco das parede
A negrura das letras
Há um silêncio grave
A mesa brilha docemente o seu polido

De certa forma
Fico alheia

Sophia de Mello Breyner Andresen

 
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