| Poema da Quinzena |
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Do alpendre não se avista a lua mas o cheiro das ervas é comum e doce. O vinho era azul, a comida alegre. Havia chocolate. Ríamos como dois potros jovens que acabavam de trotar, cada um deles, a planície longa do corpo. Tinha olhado dentro dos teus olhos que ainda retinham uma ligeira lágrima já não sei de quê. Ríamos e éramos felizes à nossa maneira, à luz frágil das velas. Ainda que não acredites quando to digo, amo-te. Fernando Cabrita |