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8 de Agosto de 2020
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Um belo livro é aquele que semeia em redor os pontos de interrogação.
Jean Cocteau

 
Peço a um livro que crie em mim a necessidade daquilo que ele me traz
Jean Rostand

 
O livro é um animal vivo
Aristóteles


Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo.
Galileu Galilei

 
O oposto de uma afirmação correcta é uma afirmação falsa. Mas o oposto de uma verdade profunda pode ser outra verdade profunda.
Niels Bohr

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O Grande Acelerador de Partículas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

I – A Importância Epistemológica do LHC

            lhc.jpgO Grande Acelerador de Partículas (Large Hadron Collider, LHC), representa um dado epistemológico muito importante. Para além daquilo que possa vir a descobrir-se ou dos dividendos comerciais e/ou tecnológicos que os países contribuintes possam vir a retirar (e que, à partida, se constituem como condicionantes em projectos desta envergadura), o LHC apresenta-se como um momento de possibilidade de viragem paradigmática: em primeiro lugar, porque se trata não apenas de um projecto científico-tecnológico, mas de um projecto cultural no sentido mais lato da palavra. E, em segundo lugar, porque se irá dar primazia à chamada ciência “pura” ou ciência de base – algo que parecia estar arredado da cena internacional.

            O que tem acontecido desde há muito, pelo menos em projectos que envolvam grandes montantes, é uma certa subalternização da ciência de base pela investigação de cunho tecnológico, por via da lógica de mercado e do investimento privado onde se obedece à criação de receitas e a margens de lucro – principalmente se estivermos a falar do campo das bio-tecnologias ou no campo das tecnologias de informação e comunicação. A competição existente entre laboratórios ou entre empresas, a necessidade de rentabilização dos investimentos, em detrimento da partilha e da colaboração, tem vindo a criar uma espécie de paradoxo da informação, no que diz respeito àquela de acentuado cariz científico-tecnológico. Quer dizer, ao mesmo tempo que nunca existiu tanto volume de informação acerca do conhecimento em geral, assim também se assiste a uma restrição da informação científica mais particular ou específica. Quem já navegou à procura de informação aprofundada sobre um determinado assunto científico, sobre assuntos mais específicos, certamente se apercebeu do fenómeno de estrangulamento que a informação sofre a partir de determinada altura. Em princípio seria espectável que, à medida que se avançasse nas hiperligações gratuitas, estas fossem escasseando, mas mesmo as não-gratuitas rarefazem-se no ciberespaço, atomizam-se e surgem quase sempre truncadas ou muito fragmentadas. Como se no jogo da informação os jogadores mostrassem apenas uma parte das peças, normalmente aquelas que todos já têm, escondendo o que pensam faltar a cada um – é claro que, sendo a parada demasiado elevada, ninguém se arrisca a abrir o “jogo”.

            Metáforas à parte, o que se tem assistido nas últimas décadas, especialmente em áreas que envolvam o investimento privado, é a um fechamento, a um confinar de horizontes, o que em última instância contribuirá sempre para a desaceleração do conhecimento ou para sua pouca expansão,  por mais meios de difusão da informação que tenhamos ao dispor.
            Ora, projectos como o LHC representam precisamente uma ruptura com este estado de coisas, pois a sua natureza implica necessariamente a partilha e a construção colectiva do conhecimento
quer pelo número de países envolvidos, quer pelas competências exigidas – algo em que, geralmente, a área da Física é pioneira e que devia ser imitado por outras áreas do conhecimento humano.

 

Destaques

Gala das Francisquíadas 2013
 
Lip Dub 2013
 
 
SeguraNet
 
Agência Portuguesa (PROALV)
Agência Portuguesa (PROALV)
http://www.proalv.pt/public/PortalRender.aspx?PageID={fca3e27e-2ae1-4ddb-b44a-f32523394236}
.Comenius
Questionnaires
 
Projeto “Advocating a Critical Media Literacy”
Apresentação
TwinSpace